Mike Krieger, designer Empreendedor por trás da criação do Instagram


O instagram é hoje umas das redes sociais mais acessadas do mundo e seu cofundador é brasileiro, designer e empreendedor. Confira a história completa.

Esta é uma série dedicada aos designers que empreendem, uma coletânea de grandes exemplos e referências ao redor do mundo. O que eles pensam? Onde e como estudam? O que fazem e como fazem? e ect. Procurarei trazer o máximo de detalhes que possamos entender melhor como tudo isso funciona.

Como Tudo começou

Filho de pai executivo, Mike estava sempre viajando com a família para acompanhar o trabalho do pai, desde pequeno já desfrutava dessa vantagem de estar conectado a várias culturas diferentes ao redor do mundo.

Paixão pela computação
Aos 9 anos de idade quando ainda morava em Portugal, Mike ganhou um PC velho, cinza, bem anos 90 onde conheceu conheceu o Gorillas, jogo que rodava em MS-DOS (aquele de tela preta). O jogo era era programável, ou seja, ele podia editar e criar novos códigos para o jogo. Isso o ajudou a aprender o básico da arte de escrever software.

Como seu pai vivia de país em país, Mike teve de estudar em uma escola com currículo internacional que estivesse presente nos países em que fosse morar. Simbolic Systens, essa era a escola onde estudara no ensino médio.

No fim do colegial Mike ainda estava indeciso sobre qual carreira iria seguir, se era na computação ou na ciências humanas (Mike queria ser jornalista). Seu professor o aconselhou a entrar para Universidade de Stanford. Lá ele conheceu entre muitos outros amigos do antigo colegial, o Kevin Systron, onde viriam a desenvolver uma grande amizade.

Ainda em dúvida do que fazer e já no final de sua faculdade ele descobriu algo no Orkut no último ano da Stanford, viu ali uma possibilidade de juntar ciências humanas com ciências exatas, tecnologia e design.

Mike se formou em ciências da computação, mais focado em design de interface. Fez estágios de verão na Microsoft mas não se sentia muito confortável, era mais como uma engrenagem e ele não gostava disso, queria trabalhar em uma empresa menor, onde suas decisões pudesse ter um impacto maior.

Instagram ou Burbn?

Mike é um inconformado, está sempre em busca de algo para criar. Assim que conheceu Kevin, descobriu que ela estava trabalhando em um protótipo chamado Burbn, um aplicativo que mesclava geolocalização com compartilhamentos de fotos.

O app era um pouco complicado de usar, tinha pouca usabilidade e já estava indo para o 4° teste de aceitação.

Kevin decidiu fazer um lance e capitou uma boa grana para decolar o app de vez, foi quando Mike entrou na jogada, ele era designer de interface e manjava muito de experiência do usuário. É claro que já tinha conhecimentos sobre o app e sabia que poderia deixá-lo mais simples, sabia também que Kevin precisaria de um sócio que cuidasse da parte técnica caso ele quisesse decolar. Não deu outra, Kevin o convidou e Mike aceitou fazer parte do negócio.

Foram trabalhando para tentar melhorar o aplicativo, mas nada de decolar, o app já não andava bem das pernas, o melhor a fazer era reiniciar, começar do zero. Mike propôs um redesign.

Instagram foi desenvolvido dentro do Burbn, quando perceberam que as pessoas gostavam de postar fotos e colocar filtros, decidiram aperfeiçoar a experiência, juntar geolocalização, filtros e fotos maneiras em uma só ferramenta. Nascia o Instagram.

Você sabia? Instagram é a junção da palavra instante com telegrama e os efeitos eram pra ser pagos se não fosse um problema de última hora.

Nessa época (meados de 2009) os apps de filtros ainda engatinhavam, existiam 3 ou 4 no mercado e todos eram pagos, sem contar que eles não tinha redes sociais inclusos.

De 100 a 25 mil 

O Instagram estava pronto e foi apresentado para 100 usuários testarem. Era bem simples, tinham que tirar uma foto, usar efeito, descrever a foto e linkar com o facebook, twiter,  tumblr, entre outros. Isso deu tanto certo que as pessoas começaram a ver as fotos no facebook e clicar para o local de origem (site do instagram) é uma tática de Groth Haking que eles usam até hoje.

Mike aconselha todos a criarem redes de pessoas, amigos que podem se conectar com outros amigos facilmente.

Ao fim do dia todos ficaram surpresos com a explosão de usuário. No primeiro dia o Instagram já tinha 25 mil usuários e já era destaque nos blogs de tecnologia, inclusive o Techcrunh que era o mais relevante da época.

Cultura de trabalho

Assim que a empresa foi crescendo e tendo mais destaques nos sites de tecnologia, o time aumentou e surgiu a necessidade de contratar gente boa rápido.

O time interno escrevia conteúdos para um blog se semanalmente lançavam desafios, criar um app sobre algo específico, alguns aceitavam o desafio e por isso recebiam uma atenção maior até serem contratados pelo Instagram.

“A visão e a personalidade dos fundadores tem que estar alinhadas com as dos primeiros funcionários. Só depois é que podemos transcrever isso para o papel” — Mike Krieger

Eles não olhavam tanto para o currículo nem eram o tipo de analisar alguém sobre pressão, os projetos que cada um desenvolvia em casa nas horas vagas, o processo de criação, personalidades parecidas com as dos fundadores e visão de mundo, isso tinha mais relevância, era o importava pra eles.

O Vale do Silíco é conhecido também pela cultura do fracasso, ninguém é castigado porque erra, na visão deles as pessoas que erram são porque estão tentando fazer algo diferente, que não dominam tão bem e errar é praticamente obrigação para o aprendizado. Essa cultura se repete no instagram.

Design tem que ser simples

Mike fala muito sobre ser simples e objetivo, de não dificultar as coisas ou torná-las distantes demais.

“Primeiro resolva o problema de agora, depois pense nas demais soluções.” — Mike Krieger
Isso é fato, podemos ver como o Instagram é, eu admiro muito o instagram pela simplicidade e usabilidade. Isso se deve a Mike e sua busca pela simplicidade sempre.

Processo Criativo
Mike acredita que a inspiração vem do dia a dia, das conversas com as pessoas e de suas próprias convivências. Ele não dispensa o caderninho de notas, leva para todo lugar sempre pronto para anotar uma nova ideia, seja boa ou ruim.

Aconselha usar vários blocos de papel em todo lugar onde for possível colar, permitindo que as ideias se conectem, uma ideia ruim ligada ou outra pode se tornar ótima e trazer outros olhares para o mesmo problema.

Lembra também de sempre testá-la para não correr o risco de criar algo em vão, que as pessoas não queiram usar. #UXnaveia

"Sempre vai existir as pessoas que nos acham loucos e sempre vai ter algo dentro de nós dizendo para fazer algo, seguir em frente." — Mike Krieger
Aconselha sempre sair sair as ruas, ouvir o que os usuários tem a dizer, conversar com as pessoas, buscar a validação da ideia.

O que seria do Instagram sem os filtros grátis?
Desde o início sabia que tinha dois caminhos a seguir, vender pacotes de filtros e efeitos de fotos ou optar pela publicidade, trabalhar com anúncios no feed do Instagram.
E esse era o principal diferencial do Instagram, eles tinham um feed de histórias recheado de belas fotos e um ótimo design.

A compra pelo facebook

É claro que a notícia dos 25 mil usuários no 1° dia não demoraria a chegar nos ouvidos de Zuckerberg e de outros investidores. Vários procuraram os garotos para fazer uma oferta de compra e o Zuck era um deles, como sua oferta era pequena, os rapazes acabaram recusando.

Tempos depois Zuckerberg percebeu o tamanho da oportunidade que iria perder se não comprasse logo o Instagram. Fez uma nova proposta irrecusável que superava todos os outros investidores, 1 bilhão de reais.

Aceitar a proposta de Zuck não era simplesmente ficar milionário da noite para o dia, os meninos não queriam se envolver com as burocracias de um novo departamento na empresa, o facebook fariam isso por eles. Resolveram vários problemas numa tacada só.
Essa história foi contada com muito mais detalhes aqui neste livro, compre, pegue emprestado, leia!

Capa do livro ‘O Click de Um Bilhão de Dólares’Essa foi a história de Mike Krieger, o designer empreendedor por trás do Instagram. Gostou? Deixe nos comentários quem você quer ver aqui na próxima história. Fábio Sasso do Abduzeedo? Brian Chesky do Airbnb? Será?

Até a próxima! o/


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Fontes de pesquisa para este artigo
A Origem do Instagram por Thiago Magalhães. Entrevista de Mike Krieger da meebo por Julio Vasconcellos. Os bastidores da criação de um fenômeno, no Canary Cast

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